
AGente tava em um bar uma vez, há muito tempo atrás, e o barulho não deixava o garçom escutar AGente. Acenos, assovios, nome próprio, nada servia para fazer com que o garçom percebesse que AGente tava com sede. De repente alguém gritou, AZULEJO! E o garçom prontamente foi atender o sujeito.
Mas como assim, AZULEJO??? – Claro que eu tive que perguntar.
Bom, a teoria do botequeiro de plantão era que azulejo, tinha uma ressonância perfeito e que o conhecimento empirico (mas nada científico) o levara a adotar tal apelido. Desde então, ele era sempre atendido na hora.
Por que AGente tá falando de conversa de bar? Porque foi assim, que surgiu o COLETIVO MUDA, que usa o Azulejo como meio de expressão artística.
João Lobato Tolentino, Bruna Vieira, Duke Capellão, Rodrigo Kalache e Diego Uribe formam o Coletivo MUDA. Todos cariocas. João e Bruna são designers, o restante arquiteto. Concluirem uma obra juntos, onde desenvolveram a padronagem dos azulejos do piso e resolveram não parar mais. MUDAram de vez e seguiram MUDAndo o Rio de Janeiro. Começaram por Santa Teresa e foram para o Centro, Gamboa, Arpoador, Copacabana, Gávea e Leblon. Foram MUDAndo lugares públicos sem ser convidados e recebendo convites para MUDAr espaços internos.
Já se fala em Volpi e Athos Bulcão, relacionando as padronagens do Coletivo ao de grandes nomes do modernismo e do contemporâneo, Space Invader, grafiteiro, como João.
De olho nos muros abandonados, os painéis do MUDA já dominaram o Rio e pedaços de São Paulo. Nada como MUDAr de um muro abandonado para um painelcheio de cor e vida.




